AS SOCIEDADES ESCLAVAGISTAS EM MOÇAMBIQUE

O ciclo dos escravos (1750/60-1836): OS Estados Militares do Vale do Zambeze

Os estados emergentes de Moçambique formam fundados depois da chegada dos portugueses em Moçambique como são os exemplos: Estados Militares do vale do Zambeze, Estados Ajaua, Reinos Afro-Islâmicos da Costa e o Estado de Gaza. Os Primeiros Estados surgiram das diferenciações sociais, ou seja, não foram influenciados com o comércio, como são os casos dos Estados de Zimbabwe, dos Mwenemutapas e dos Maraves, esses foram fundados durante o período da penetração mercantil asiática.

De uma forma geral, fazem parte da sociedade esclavagistas os estados militares do vale de Zambeze, Ajaua, os reinos islamizados da costa (Quitangonha, Sancul e Sangage) e o Sultanato de Angoche.

O comércio dos escravos teve mais visibilidade na segunda metade do século XVIII. Nesta altura a procura dos escravos superou a procura de ouro e de marfim.

Os escravos tinham como destino os franceses aumentaram a procura dos escravos para as plantações de açúcar e de café nas Ilhas Mascarenhas, Reunião e Maurícias, no Oceano Índico, porque os seus mercados tradicionais já não respondiam as necessidades. Contudo, Portugal opunha-se a este negócio pois, necessitava a mesma mão-de-obra.

Os portugueses chegaram a proibir este negócio com os franceses alegadamente que o mesmo prejudicava o abastecimento dos escravos no Mercado brasileiro – Era a primeira fase do ciclo dos escravos.

Na segunda fase, o destino dos escravos passou a ser o continente Americano para as minas de ouro, prata e diamantes, bem como para as plantações de café, tabaco, açúcar e algodão, pois precisavam, também de mão-de-obra barata com maior destaque para os mercadores negreiros brasileiros e norte-americanos cujo destino era Cuba e Brasil.

A Terceira fase foi feita depois da abolição oficial da escravatura em 1836. Entre 1836 e século XX, foi considerado do período do tráfico clandestina dos escravos; nesta fase os principais actores eram os afro-swahilis com a colaboração dos Estados Islâmicos da Costa (Xecados de Quitangonha, Sancul, Sangage e Sultanato de Angoche), até esta altura, Portugal não tinha capacidade de impor e aplicar leis em Moçambique.

Ainda, pode-se incluir a quarta fase (1854 e 1902) esta é diferente, pois os trabalhadores eram livres, diferentes dos escravos. Os homens livres (trabalhadores) foram recrutados para as minas da África do Sul e plantações nas ilhas francesas do Índico.

De recordar, durante o tráfico dos escravos havia áreas da caça ao homem, nomeadamente: no Vale do Zambeze, no litoral entre os rio Ligonha e Baía de Memba. No Sul do país era feita em menor escala em Inhambane e Delagoa Bay (actual Baía de Maputo).

As portas de saída dos escravos em Moçambique foram; Ilhas de Moçambique, Ibo e Quirimba, Quelimane, Angoche, Inhambane e ex. Lourenço Marques (actual Maputo).

No Sul do país, o comércio dos escravos não se desenvolveu, devido à proibição imposta pelo Imperador de Gaza Manicusse, mais conhecido por Sochangane. Alguns que se atreviam a fazê-lo foram castigados e mortos.

Em suma: os principais actores do comércio dos escravos eram mercadores portugueses, brasileiros, americanos, franceses, asiáticos, chefes Ajaua, afro-islâmicos da costa e os chefes dos Estados Militares.

 

As consequências do tráfico dos escravos

-       Despovoamento no Norte de Moçambique;

-       Diminuição das forces produtivas (homem);

-       Novos hábitos (os macuas andam munidos de faca no bolso)

-       Surgimento de novas unidades políticas para a caca ao homem (Estados Militares do vale do Zambeze, Ajaua e Reinos Afro-Islâmicos da Costa).

Questionário

1.      Quando é que iniciou o tráfico dos escravos em Moçambique?

2.      Qual era o destino dos escravos?

3.      Os escravos interessavam aos europeus, mas não levados em massa para a Europa. Explique essa situação?

4.      Identifique os locais onde eram recrutados os escravos em Moçambique.

5.      Onde é que não se registava o tráfico dos escravos no território moçambicano? Qual era a razão?

6.      Quem foi Manicusse (Sochangane)?

7.      Identifique os primeiros estados de Moçambique?

8.      Será que o comércio e a presença árabe a partir de século IX terá influenciado para a implantação dos primeiros estados em Moçambique? Justifique a tua resposta.

9.      Caracterize o período da penetração mercantil árabe (Século IX-XV)

10.  Identifique os Estados emergentes de Moçambique?

11.  Caracterize a fase da penetração mercantil portuguesa em Moçambique (Século XV-XX)

 

Os Estados Militares do Vale do Zambeze

Formação

A formação dos Estados Militares do Vale do Zambeze resulta de três (3) factores:

-       A Revolta popular de Changamira Dombo em 1693 e os ataques dos Prazos da margem esquerda do Zambeze;

-       As invasões Nguni, dirigidos por Zwangendaba e Nguana Maseco (1830 à 1844) provocou o abandono das feiras do Zumbo e de Manica e a ocupação de 26 dos 46 prazos;

-       O desenvolvimento do tráfico dos escravos que obrigou alguns prazeiros a vender os camponeses e A-Chicunda, o seu braço armado.

Os Estados Militares localizavam-se entre o Oceano Índico e o Zumbo, também foram conhecidos por estados de conquista ou estados muzungos.

Os Estados Militares foram fundados por comerciantes de marfim e dos escravos, conhecidos por muzungos (brancos): europeus (portugueses), goeses e seus descendentes de casamentos com os africanos, excepto o Estado do Kulolo (Makololo) fundado por volta de 1858, por carregadores., trazidos por David Livingstone em 1856.

 

A base da economia era à agricultura, pastorícia e a caça dos elefantes. Os Estados Militares viviam essencialmente do comércio dos escravos em maior escala e do marfim em menor escala. Segundo (UEM. 2000:81) “Até 1924, três tipos de mão-de-obra foram utilizados nos Prazos: adolescentes, homens e mulheres” aos homens estavam reservadas as tarefas de corte do sisal e transporte.

Os principais Estados Militares eram: Massangano, Macanga, Massingire, Gorongosa, Kanyembe, Mataquenha, Maganja da Costa e Makololo.

Estado de Macanga foi o primeiro a surgir a Norte de Tete, fundado por Gonçalves Caetano Pereira, com alcunha Dombo-Dombo (o terror). O território de Macanga é o resultado de produto de gratificação pelo apoio militar concedido aos Phiri Undi para debelar as rebeliões dinásticas e restabelecer o poder político, no século XVIII. Apesar deste acordo, o sucessor Pedro Caetano Pereira casou com a filha do Undi, atacou e ocupou o território Cheua para captura dos escravos e alargar o seu estado.

O Estado Makololo foi fundado por carregadores de Sotho que receberam armas de fogo do explorador inglês, David Livingstone. Essas armas tinham como objectivo combater o tráfico dos escravos.

 

Questionário

1.      Indique as causas da decadência dos Estados Militares do Vale do Zambeze.

2.      Represente no mapa os estados Militares do Vale do Zambeze.

3.      Quem fundou o Estado Makololo? Qual era o objectivo da sua formação?

 

 

OS ESTADOS AJAUA

Os Estados Ajaua eram constituídos por linhagens matrilineares (Mbumba) chefiadas pelo irmão mais velho (Asyene Mbumba).

De uma forma geral, as linhagens matrilineares localizam no Norte do Zambeze (Zona Norte do país). A filiação é feita via uterina (os filhos pertence a família da mãe) e predomina a uxorilocalidade, isto é após o casamento o homem é que se desloca para o grupo familiar de cônjuge (esposa) e a responsabilidade pela família cabe ao tio materno.

A palavra Ajaua ou Yao significa um monte sem árvores e sem qualquer tipo de vegetação.

O Estado Ajaua desenvolveu-se no Noroeste de Moçambique, província do Niassa e o seu centro político era Mwembe, a influência deste estado durante o comércio do marfim estendia-se até Cabo Delgado e Nampula. Este território (Ajaua) era limitado por quatro rios: O Ocidente pelo rio Lucheringo, a Sul pelo rio Luambala, o Oriente pelo rio Lugenda e a Norte pelo rio Rovuma. De salientar que o Estado Ajaua foi um dos responsáveis da decadência do Estado Marave devido ao comércio intenso de marfim.

Economia

Até século XVIII, os Ajaua dominavam o comércio do marfim e no século XIX dominou o comércio dos escravos. Os Ajaua, também praticavam agricultura (mulheres), por isso tinham o domínio na família, os homens iam à pesca, caça e metalurgia. Com o desenvolvimento de actividades comerciais, islamização e a escravatura doméstica, os homens começaram a ganhar certa autoridade, eram sinais de surgimento de elementos patrilineares no seio da sociedade Ajaua, pois os descendentes das escravas ficavam na responsabilidade do pai.

No Estado Ajaua os escravos capturados tinha três categorias: domésticos, esposas e para a venda.

O contacto com a costa trouxe mudanças, é o caso da conversão ao islamismo de grandes chefes Yao, foram os casos de Mataca, Mtalica, e Makanjila. A islamização fortaleceu o poder político das elites, e gradualmente passaram a ser chamados por “Xeques”, posição relevante na hierarquia religiosa islâmica. O Reino de Mataca I dominou entre 1806 e 1876.

 

Decadência

§  As lutas pelo controlo das rotas dos escravos entre os Macuas e os Ajaua;

§  As invasões Nguni;

§  As campanhas de pacificação levadas a cabo por portugueses, britânicos e alemães para a fundação da companhia do Niassa (criada em 1891).

 

 

Questionário

1.      Identifique os chefes que se destacaram no Estado dos Ajaua

2.      Que tipos de escravos existiam no Estado Ajaua?

3.      Tradicionalmente matrilineares algumas comunidades a norte de Zambeze incorporaram nas suas formas de vida elementos patrilineares.

a)      Indique três (3) características da linhagem matrilineares.

b)      Aponte três (3) factores que terão contribuído para o aparecimento de elementos patrilineares nas sociedades matrilineares.

4.      Quando foi fundada a companhia do Niassa?

5.      Quais foram os grupos financeiros que detiveram a companhia do Niassa?

6.      Qual é o nome dos povos que provocaram a destruição do Estado Ajaua?

7.      De onde eram originários esses povos?

8.      Quem levou a cabo campanhas de pacificação?

9.      Complete a tabela que se segue:

 

 

 

 

Estado

 

Estado dos Mwenemutapas

Estado Maraves

Estados Militares do Vale de Zambeze

Estados dos Ajaua

Formação

 

 

 

 

 

 

Estados Satélites ou Estados existentes

 

 

 

 

Fundadores

 

 

 

 

 

 

Economia

 

 

 

 

 

 

Sociedade

 

 

 

 

 

 

Religião dominante

 

 

 

 

Decadência (as razões)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OS ESTADOS AFRO-ISLÂMICOS DA COSTA

Os reinos afro-islâmicos são resultado da chegada dos árabes a Moçambique no século IX, provenientes do Golfo Pérsico, concretamente na Ilha de Moçambique, Angoche e em Quelimane e mais tarde, no Vale do Zambeze e Planalto do Zimbabwe.

Durante a penetração mercantil asiática (árabe) foi no período em que surgiram os primeiros estados em Moçambique (este não surgiram do comércio, mas das diferenciações sociais, motivadas, após a chegada da população bantu que se instalou por volta de século II da n.e), os primeiros estados surgiram por volta de século XIII; surgimento de núcleos linguísticos diferentes como os mwani, os naharra e os koti; surgimento de uma cultura costeira, os povos swahilis; a islamização dos povos da costa e o surgimento em Moçambique de novas unidades políticas como os xecados e sultanatos.

Os reinos afro-islâmicos da costa são constituídos por Sultanato de Angoche e Xecados de Quitangonha, Sancul e Sangage que atingiram o seu apogeu, na arena política, nos meados do século XIX, período do comércio de marfim e do tráfico clandestino dos escravos, após os decretos de 1836 e 1842, assegurando o comércio clandestino de escravos para Zanzibar, ilhas francesas do Índico, e Golfo Pérsico.

A relação dos portugueses com os xeques e sultões, não era diferente daquilo que aconteceu com os Estados Militares do Zambeze, os portugueses regularmente obtinha apoio na luta contra os Macua, e em troca eram empossados cargos administrativo-militares, como de capitão-mor em forma de tributo que lhes eram devidos pelos portugueses. Os reinos afro-islâmicos continuavam autónomos, devido a inferioridade dos portugueses em recursos humanos (poucos portugueses), financeiros e militar. Teoricamente os afro-islâmicos eram subordinados aos portugueses, mas, em termos práticos eram autónomos.

 

 

 

 

O Sultanato de Angoche

Origem

O Sultanato de Angoche foi fundado por refugiados muçulmanos de Quíloa dirigidos por Mussa e Hassane, muito antes da chegada dos portugueses no país. Angoche foi reconhecido como um ponto estratégico e importante para o tráfico dos escravos, o primeiro sultão foi Xosa, filho de Hassane.

A mudança da capital dos Mwenemutapas para próximo do Zambeze, a abertura de novas rotas comerciais ao longo do Zambeze, Mazoe e Luenha aumentou a importância de Angoche.

Com o declínio do comércio em Sofala, em 1511, os portugueses atacam Angoche, prenderam o sultão e tentaram minar a sua influência, mesmo assim, os portugueses fracassaram na tentativa de controlar o comércio, pois os afro-islâmicos mantiveram a sua hegemonia comercializando com Melinde, Mombaça, Quíloa evitando o patrulhamento português.

Esta sociedade era patrilinear. Os filhos de Xosa e a sua esposa macua, Mwana Moapeta deram quatro gerações, através da linhagem Inhanandare, patrilineares. Com a morte de último Sultão sem descendente, varão, assumiu o cargo a sua irmã casada com Inhanilala (Milide). A morte da sultana, também, sem descendente conduziu à guerra civil que culminou com a expulsão da linhagem Inhanandare. Isso fragilizou a estrutura política, facilitando a penetração mercantil portuguesa, nos finais do século XVI.

O renascimento da hegemonia do sultão, data século XIX, período auge do tráfico dos escravos, destinados a Ilhas francesas, Zanzibar, Comores e Golfo Pérsico.

Em 1849, Hassan Issufu da linhagem Inhanilala, usurpou o poder com o apoio dos portugueses, e, Mussa Mahomed Sahib, que recebeu o cognome do Pai Amadi Sahib, a quem chamavam Quanto. Mussa Quanto foi comandante militar do sultanato.

Em 1854, entrou no conflito, João Bonifácio Alves da Silva, chefe do Estado de Maganja da Costa que ambiciosa Angoche. Este com apoio português atacaram e conquistaram Angoche, em 1861. Mussa Quanto foi obrigado a refugiar em Madagáscar, onde se tornou Sultão.

A partir de 1862, iniciou a reconquista de Angoche numa guerra com carácter de “Jihad”, ou seja, guerra santa que durou 15 anos. Mussa teve o apoio de Madagáscar, Ilha Mascarenhas e dos traficantes do Norte de Moçambique.

Mussa Quanto começou por atacar Sangage, Sancul e Imbamela que eram aliados dos portugueses. Em Angoche o poder é reposto o Mussa Quanto volta ao torno em finais de 1864 até a sua morte 1887. Assim, iniciava o período da dominação portuguesa que começa com campanha de pacificação até à derrota final de Angoche no século XX. Angoche é ocupada, em 1910, pelos portugueses.

 

Economia

A principal actividade foi o comércio dos escravos, por isso Angoche foi um importante centro comercial quando a capital de Mwenemutapas mudou para próximo do rio Zambeze. O comércio de marfim e de ouro era feito em menor escala.

 

Decadência

§  Rivalidades internas e as lutas de linhagens

§  Enfraquecimento político pela morte do quarto sultão que não teve um sucessor masculino;

§  O declínio do comércio dos escravos;

§  As campanhas militares de ocupação e de conquistas dos portugueses a partir de 1885. Nestas campanhas, destacaram-se os sultões Ibrahimo, Farelay e Mussa Quanto que ofereceram uma tenaz resistência.

 

 

 

 

Questionário

1.      Quando é que se instalaram os povos de origem árabe na costa de Moçambique?

2.      Como surgiu o sultanato de Angoche? Qual era a linhagem? Qual era a base da economia?

3.      Identifique as figuras de resistência contra a penetração colonial no Sultanato de Angoche.

4.      Quando é que deu a ocupação efectiva do Sultanato de Angoche?

 

 

O Xecado de Sancul

O Xecado de Sancul surgiu no século XVI com povos provenientes da Ilha de Moçambique. Geograficamente, localiza-se entre o Lumbo e Mongicual, com fácil acesso ao mar. A base económica era o comércio dos escravos.

O poder foi controlado por um sistema de sucessão de linhagens. Sancul manteve certa lealidade à Coroa portuguesa, com o assassinato do Xeque de Sancul, em 1753, por um comandante português durante a campanha contra os Macuas que albergavam os escravos foragidos. Este incidente levou os sucessores do Xeque a romperem as relações com os portugueses. A soberania de Sancul começou a ser ameaçada em 1885, quando Portugal, em cumprimento das decisões da conferência de Berlim decidiu ocupar, onde encontrou uma forte resistência dirigida por Suali Bin Ibrahimo, em 1886. Este foi obrigado a seguir uma política moderada a partir de 1889.

 

O Xecado de Quitangonha

A formação do Xecado de Quitangonha situa-se no século XVI, por população proveniente da Ilha de Moçambique, entre 1515-1585. O Xecado de Quitangonha era uma sociedade patrilinear e a religião dominante era o islamismo.

Os Xeques eram aliados dos portugueses. Em 1755, com a chegada dos franceses, os Xeques ganharam autonomia com os lucros que obtinham com o comércio dos escravos. A aristocracia de Quitangonha monopolizava o comércio dos escravos na zona compreendida ente as baías de Nacala e Condúcia, até interior do território macua. Os potenciais parceiros comerciais vinham das Comores, Zanzibar e Madagáscar.

 

Decadência

Mesmo com a imposição dos decretos de 1836 e 1842, os Xeques mantiveram o tráfico negreiro com os franceses, árabes e swahilis, os portugueses mostraram-se incapazes de controlar a situação. Quitangonha resistiu à dominação portuguesa até princípios do século XX. Nessa resistência destaca-se Mahamud Amade, que se opôs à penetração portuguesa.

 

Questionário

1.      Quando é que se formou o Xecado de Quitangonha? Quem fundou?

2.      Qual era a sua relação com os franceses?

3.      Como se deu a decadência deste Estado?

 

Xecado do Sangage

O Xecado do Sangage esteve sob controlo de Angoche desde a sua formação. Na tentativa de conseguir certa autonomia, aliaram-se aos portugueses, com dirigentes de outros estados e os mercadores baneanes da Ilha de Moçambique.

A religião predominante era o islão. A religião influenciou a religião tradicional, a língua, a indumentária, os costumes e tradições. As formas de sucessão eram definidas via linhagem matrilinear, o que garantiu o estabelecimento de fortes laços económicos e de parentesco entre um número reduzido da família do Xecado.

Graças ao apoio dos portugueses contra os seus vizinhos de Sancul e Angoche, Sangage teve certa independência e prosperidade no comércio dos escravos.

 

Decadência

As terras foram ocupadas pelos portugueses e transformadas num regulado, na primeira década do século XX. Nesta campanha, encontraram uma certa resistência dirigida por Mussa-Phiri, derrotado em 1912.

Questionário

1.      Localize os Xecados de Quitangonha e de Sangage no mapa?

2.      Quando é que estes Xecados foram ocupados pelos portugueses?

3.      Complete a tabela que se segue

Estado

             

Sultanato de Angoche

Xecado de Sancul

Xecado de Quitangonha

Xecado de Sangage

Formação

 

 

 

 

 

 

Economia

 

 

 

 

 

 

Sociedade

 

 

 

 

 

 

Religião dominante

 

 

 

 

Decadência (as razões)

 

 

 

 

 

 

 

 

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